Viagem com a Dri Podcast Por Adriana Ventura arte de portada

Viagem com a Dri

Viagem com a Dri

De: Adriana Ventura
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🎙️ Viagem com a Dri – por Adriana Ventura Uma viagem pelas fissuras do amor romântico, pelas paisagens internas que se transformam quando uma mulher começa a se desprogramar do script patriarcal. Neste podcast, Adriana Ventura – professora, pesquisadora e autora dos livros “As relações monogâmicas só existem na cabeça da mulher apaixonada” e “A Síndrome da Escolhida” – convida você a refletir sobre os papéis de gênero impostos às mulheres e a lógica monogâmica que sustenta a falsa promessa da exclusividade afetiva.Adriana Ventura Ciencias Sociales Relaciones
Episodios
  • Isso aí não é monogamia?
    Jan 4 2026

    Quando eu demonstro afeto, cuidado, interesse e presença, quase sempre vem a mesma brincadeira “isso aí é monogamia”. Como se carinho, vínculo e reciprocidade fossem automaticamente sinônimos de posse, exclusividade ou prisão afetiva. Neste episódio do Viagem com a Adri, eu parto justamente desse ruído.


    A não monogamia não precisa estar atrelada à frieza, à casualidade vazia, ao desdém ou ao desinteresse. Da mesma forma, demonstrar afeto não nos coloca, automaticamente, dentro de um modelo monogâmico tradicional. O ponto central aqui é a reciprocidade. Onde há troca, é fundamental nutrir vínculos. E nutrir vínculos não pode ser um exercício exclusivo com homens.


    Também falo sobre como, historicamente, as mulheres foram ensinadas a fazer manutenção afetiva quase exclusivamente das amizades, enquanto orbitam relações afetivo-sexuais como centro da vida. Esse desequilíbrio não é natural, ele é aprendido. E enquanto isso, homens e mulheres caminham em tempos e passos diferentes quando o assunto é responsabilidade emocional, equidade e transformação das formas de se relacionar.


    Este episódio é um convite para sair dos extremos. Nem a superficialidade absoluta que descarta pessoas, nem o amor romântico que isola, apaga redes e ignora tudo ao redor em nome da instituição casal®. Falo sobre a necessidade de construirmos vínculos mais conscientes, plurais e saudáveis, que considerem comunidade, cuidado, presença e autonomia.


    Afinal, quando a gente cuida, se envolve e se responsabiliza… isso é monogamia ou é maturidade afetiva?

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    20 m
  • Obcecado
    Dec 11 2025

    "A carência nos faz enxergar amor onde não tem". Usando essa frase como base vamos refletir como a escassez, a negligência e o desafeto e desamor tem feitos com que as pessoas projetem na obsessão ou até mesmo na objetificação uma forma de ser amadas.

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    37 m
  • Mal amada
    Nov 28 2025

    No episódio “Mal Amada”, vamos refletir em como somos constantemente responsabilizadas pelo desamor dos homens. As atitudes de negligência, as rejeições, os traumas e todas as violências que atravessam a vida das mulheres em uma sociedade patriarcal acabam sempre voltando para nós sob a forma de culpa. A narrativa dominante é: se ele não te amou, se ele te tratou mal, se ele te destruiu emocionalmente, o problema é você.


    Dentro dessa lógica distorcida, somos empurradas para dois polos igualmente violentos.


    De um lado, o desespero de provar socialmente que “somos amáveis”, que “não somos mal amadas”, que alguém — de preferência um homem — nos valida. Do outro, a raiva, o ódio, a repulsa completa por tudo que remete ao afeto, como uma tentativa de autoproteção depois de tanto ferimento emocional.


    Esses dois extremos não são escolhas livres; são respostas moldadas pelo patriarcado. Ambos revelam o quanto a nossa concepção de amor foi sequestrada por uma lógica de dor, controle e validação externa. Nenhum desses caminhos é ideal, porque ambos ainda orbitam o mesmo eixo: o olhar masculino como régua do nosso valor.


    E o que seria, então, um caminho possível, saudável e verdadeiramente emancipador diante dessa dinâmica? É justamente sobre isso que eu vou falar neste episódio — sobre reconstruir o amor longe da culpa, longe da performance e longe da necessidade de provar algo para alguém. Sobre resgatar o afeto como direito e não como recompensa. Sobre voltar para nós mesmas.

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    29 m
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