Mal amada
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No episódio “Mal Amada”, vamos refletir em como somos constantemente responsabilizadas pelo desamor dos homens. As atitudes de negligência, as rejeições, os traumas e todas as violências que atravessam a vida das mulheres em uma sociedade patriarcal acabam sempre voltando para nós sob a forma de culpa. A narrativa dominante é: se ele não te amou, se ele te tratou mal, se ele te destruiu emocionalmente, o problema é você.
Dentro dessa lógica distorcida, somos empurradas para dois polos igualmente violentos.
De um lado, o desespero de provar socialmente que “somos amáveis”, que “não somos mal amadas”, que alguém — de preferência um homem — nos valida. Do outro, a raiva, o ódio, a repulsa completa por tudo que remete ao afeto, como uma tentativa de autoproteção depois de tanto ferimento emocional.
Esses dois extremos não são escolhas livres; são respostas moldadas pelo patriarcado. Ambos revelam o quanto a nossa concepção de amor foi sequestrada por uma lógica de dor, controle e validação externa. Nenhum desses caminhos é ideal, porque ambos ainda orbitam o mesmo eixo: o olhar masculino como régua do nosso valor.
E o que seria, então, um caminho possível, saudável e verdadeiramente emancipador diante dessa dinâmica? É justamente sobre isso que eu vou falar neste episódio — sobre reconstruir o amor longe da culpa, longe da performance e longe da necessidade de provar algo para alguém. Sobre resgatar o afeto como direito e não como recompensa. Sobre voltar para nós mesmas.