Episodios

  • #28 - T6E7: 100 anos da morte de Emílio Ribas
    Apr 8 2026

    Prisioneiros protegendo um médico contra um linchamento popular? Construir uma linha de trem para cuidar de pessoas com tuberculose? Utilizar-se de cobaia para mudar políticas de saúde pública? Criar o maior instituto de infectologia da América Latina?


    Em 19 de Dezembro de 2025 completamos 100 anos da morte de um dos grandes patronos da Infectologia brasileira, Emílio Marcondes Ribas.


    Eduardo Pandini foi convidado a comparecer ao próprio Instituto de Infectologia Emílio Ribas para reviver toda a história dessa pessoa ilustre que moldou a saúde pública nos séculos XIX e XX e agora compartilha conosco um pouco mais dessa história.


    #Infectologia #SaúdePública #EmilioRibas


    Referências

    • A pulga, o rato, a peste e o Butantan: identificada há 125 anos por Vital Brazil, epidemia de peste bubônica em Santos levou à criação do Instituto - Instituto Butantan https://share.google/Qhz8TKkJ0m5qAKqtF
    • Emílio Marcondes Ribas - AMSP https://share.google/tGfbnGPs4Ik9gKIDQ
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    47 m
  • #27 - T6E6: O futuro da infectologia é preditivo? IA no combate a patógenos multirresistentes
    Sep 2 2025

    E se pudéssemos antecipar a próxima infecção por um agente multirresistente (MDR) em vez de apenas reagir a ela? Estamos vivendo uma mudança de paradigma: da análise do passado para a predição do futuro no controle de infecções.

    Neste episódio do Infecto Descomplicada, recebemos Victor Marchetti, cofundador da Doxa.AI, para uma discussão profunda sobre como a inteligência artificial está revolucionando a luta contra a resistência antimicrobiana.

    Dissecamos a transição da estatística inferencial clássica para o poder preditivo do machine learning e dos modelos de linguagem generativa, explorando aplicações práticas que impactam diretamente o seu dia a dia:

    • Diagnóstico Laboratorial: Aceleração e precisão na identificação de patógenos.

    • Apoio à Decisão Clínica: Ferramentas inteligentes para otimizar a terapia antimicrobiana.

    • Predição Epidemiológica: Como antever surtos e otimizar a alocação de recursos.

    Abordamos os desafios e as oportunidades desta evolução tecnológica, oferecendo uma visão clara de como a IA pode empoderar médicos, farmacêuticos e enfermeiros. Um episódio essencial para quem está na linha de frente e busca transformar dados em ações que salvam vidas. Não perca!

    Leia mais:

    • Artificial intelligence in antimicrobial stewardship: a systematic review and meta‑analysis of predictive performance and diagnostic accuracy. European Journal of Clinical Microbiology & Infectious Diseases (2025) 44:463–513. https://doi.org/10.1007/s10096-024-05027-y
    • Artificial intelligence, machine learning and deep learning: Potential resources for the infection clinician. A.A. Theodosiou and R.C. Read. Journal of Infection 87 (2023) 287–294. https://doi.org/10.1016/j.jinf.2023.07.006
    • AlGain S, Marra AR, Kobayashi T, et al. Can we rely on artificial intelligence to guide antimicrobial therapy? A systematic literature review. Antimicrob Steward Healthc Epidemiol 2025. doi: 10.1017/ash.2025.47
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    52 m
  • #26 - T6E5: bacteriófagos: o papel do Brasil, intrigas e oportunidades
    Aug 5 2025

    O que um conflito brasileiro, um romance soviético proibido e tratamento de infecções têm a ver um com o outro?


    Nesse episódio, discutimos sobre as origens, estado da arte, potenciais e eventuais desafios para a terapia antimicrobiana com agentes bacteriófagos.


    Aproveite também para assistir à nova vinheta!

    Com Eduardo Pandini, João Telles e Natanael Adiwardana


    Para ler mais:

    • Fujiki J, Nakamura K, Nakamura T, Iwano H. Fitness Trade-Offs between Phage and Antibiotic Sensitivity in Phage-Resistant Variants: Molecular Action and Insights into Clinical Applications for Phage Therapy. Int J Mol Sci. 2023 Oct 26;24(21):15628. doi: 10.3390/ijms242115628. PMID: 37958612; PMCID: PMC10650657.
    • Almeida GMF, Sundberg LR. The forgotten tale of Brazilian phage therapy. Lancet Infect Dis. 2020 May;20(5):e90-e101. doi: 10.1016/S1473-3099(20)30060-8. Epub 2020 Mar 23. PMID: 32213334.
    • Nang SC, Lin YW, Petrovic Fabijan A, Chang RYK, Rao GG, Iredell J, Chan HK, Li J. Pharmacokinetics/pharmacodynamics of phage therapy: a major hurdle to clinical translation. Clin Microbiol Infect. 2023 Jun;29(6):702-709. doi: 10.1016/j.cmi.2023.01.021. Epub 2023 Feb 2. PMID: 36736661.
    • https://archive.nytimes.com/www.nytimes.com/library/magazine/home/20000206mag-osborne6.html


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    50 m
  • #25 - T6E4: Tecnologia, pessoas e a Higiene de Mãos
    Jun 23 2025

    Você higienizou as mãos hoje? Talvez não!

    Se estiver cuidando de alguém num hospital, a chance de que isso não tenha ocorrido em todas as vezes que eram necessárias chega a ser de mais de 50% (40% em países de alta renda e até 90% em países com menos recursos).

    Desde o reconhecimento das práticas de Semelweiss como importante forma de evitar agravos relacionados aos cuidados em saúde, a higiene de mão tem sido amplamente recomendada. Mas nem sempre é fácil conseguir estimular essa prática.

    Sendo uma atividade necessariamente repetitiva ao longo de toda a vida profissional de qualquer ator da área da saúde, é fácil notar que muitas vezes ela pode ser preterida em meio a tantas atribuições e prioridades no dia-a-dia.


    Mas o que poderia ajudar a melhorar essa adesão à higiene de mãos nos momentos necessários?


    Com André Cotia, conversamos sobre o estado da arte atual da higiene de mãos no ambiente hospitalar e discutimos como a tecnologia, incluindo algoritmos e inteligência artificial, poderão nos ajudar a cuidar melhor das pessoas.


    #higienedemaos #tecnologia #inteligenciaartificial #gestaodepessoas #iras #prevencao #scih #infectologia

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    49 m
  • #24 - T1E2: A história da febre amarela
    May 27 2025

    🦟 FEBRE AMARELA: UMA HISTÓRIA QUE AINDA NOS DÁ ALERTAS 🌳💉

    Você sabia que a febre amarela já foi erradicada das cidades brasileiras — e voltou com força?

    Do continente Africano às Américas. Do Haiti a Campinas, com o Dr Emílio Ribas. Do canal de Suez ao do Panamá.

    Neste episódio do Infecto Descomplicada, Dr. Eduardo Pandini nos leva para uma viagem no tempo e no espaço. Da origem silvestre ao caos urbano, das descobertas científicas às campanhas de vacinação, discutimos:

    ✅ Por que os surtos acompanharam guerras, imigrações e urbanização
    ✅ Como o mosquito Aedes aegypti se tornou protagonista da transmissão
    ✅ O que ainda precisamos fazer para prevenir novas epidemias
    ✅ E por que febre amarela continua sendo uma ameaça no século XXI

    Um papo leve, direto e cheio de história boa para quem cuida de gente e quer entender melhor o cenário atual das arboviroses no Brasil.

    🎧 Dá o play e vem descomplicar com a gente.

    #infectologia #historia #doencastropicais #febreamarela

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  • #23 - T6E3_ Inteligência Artificial e Doenças Infecciosas
    Feb 24 2025

    Com André Cotia e Natanael Adiwardana, neste episódio, vamos explorar como a IA (inteligência artificial) e o ML (Machine Learning) estão sendo aplicados na prática clínica para melhorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de infecções. Preparem-se para desmistificar esses termos e descobrir como eles podem ser ferramentas poderosas no nosso dia a dia.


    Vigilância de Infecções, Previsão e Modelagem, Resistência Antimicrobiana, Antimicrobial Stewardship,Desafios e Considerações Éticas, CDSS (Clinical Decision Support Systems), Detecção de "Hot Spots", Redução da Carga de Trabalho e tantas outras atividades em que já usamos algoritmos de ML e IA. Mas será que estamos realmente preparados para essa onda de expansão de inteligência?


    Ao abraçar essa tecnologia, os profissionais de saúde precisam estar cientes dos desafios éticos e práticos, garantindo que a IA seja utilizada de forma transparente e responsável para melhorar os resultados dos pacientes e proteger a saúde pública.


    Obrigado por se juntarem a nós no Infecto Descomplicada. Fiquem ligados para mais episódios com temas relevantes e importantes para a nossa prática clínica. Até a próxima!


    Referências:

    •Marra, Alexandre R., et al. "Modest Clostridiodes difficile infection prediction using machine learning models in a tertiary care hospital." Diagnostic Microbiology and Infectious Disease 98 (2020): 115104.11

    •Giacobbe, Daniele Roberto, et al. "Explainable and Interpretable Machine Learning for Antimicrobial Stewardship: Opportunities and Challenges." Clinical Therapeutics 46 (2024): 474–480.12

    •Non, Lemuel R., Alexandre R. Marra, and Dilek Ince. "Rise of the Machines ‑ Artificial Intelligence in Healthcare Epidemiology." Current Infectious Disease Reports 27 (2025): 4.1

    •Scardoni, Alessandro, et al. "Artificial intelligence-based tools to control healthcare associated infections: A systematic review of the literature." Journal of Infection and Public Health 13 (2020): 1061–1077.13

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  • #22 - T6E2 - Negociação em controle de infecções hospitalares
    Jan 7 2025

    Com o professor Claudio Oliveira, conselheiro e professor da disciplina de negociação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), debatemos os dilemas e como encontrar um meio comum no dia-a-dia das medidas educativas para promover o uso racional de antimicrobianos. De negociações com subordinados, pares até a superiores e pessoas de alto prestígio, introduzimos um tema que faz parte de qualquer profissional que lida com pessoas: a negociação.


    Sugestão de leitura:

    - Como fazer amigos e influenciar pessoas, Dale Carniege Editora Sextante; 1ª edição (8 outubro 2019)


    - Como chegar ao sim: Como negociar acordos sem fazer concessões, William Ury Editora Sextante; 1ª edição (27 junho 2018)

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    48 m
  • #21 - T5E7: Antibiograma: o que o infectologista gostaria que você soubesse?
    Dec 23 2024

    O que é um antibiograma? Como o interpretamos? Comparar ou não as concentrações inibitórias mínimas das diferentes drogas que são apontadas no laudo?


    Com André Cotia, discutimos de forma introdutória conceitos e dúvidas sobre a interpretação do antibiograma. O que ele significa, o que está por trás de sua produção e o que mudou recentemente na forma de interpretá-lo.


    Mais que um laudo, ele é um exame que nos diz a probabilidade de termos sucesso no tratamento de infecções ao escolhermos certas drogas. Porém nem sempre a decisão é binária: "uso" ou "não uso". Muitas vezes a interpretação precisa levar em conta o local do corpo onde a infecção está acontecendo, a capacidade da droga penetrar onde é necessária e a presença ou não de evidência em diferentes graus de qualidade para mensurarmos a chance de sucesso.


    Ouça e nos acompanhe!


    Para ler mais:

    MIC-based dose adjustment: facts and fables - doi:10.1093/jac/dkx427


    When and How to Use MIC in Clinical Practice? - https://doi.org/10.3390/antibiotics11121748

    Interpretation of Antimicrobial Susceptibility Testing Using European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing (EUCAST) and Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) Breakpoints: Analysis of Agreement - https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10149341/

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    37 m