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2026 PÚBLICO
Episodios
  • A inteligência artificial nas universidades dividida entre a utilidade pedagógica e a utilização fraudulenta
    Apr 6 2026

    Que formação precisa de ter jovem para ser um bom médico ou um bom engenheiro? Os sistemas da inteligência artificial generativa já fornecem respostas aos grandes problemas dos saberes que se adquirem na universidade, nota. Mas isso dispensa um médico de saber anatomia patológica, um engenheiro de saber física, ou um advogado de saber manobrar a complexidade do Código Penal ou do Código Civil? Ou, por outras palavras, serão dispensáveis no futuro os saberes especializados que, mais do que uma simples pergunta no Chat GTP, exibem estudo, memória e capacidade de relacionar conhecimentos?

    O que coloca um problema existencial às universidades ou politécnicos: como exigir esse conhecimento pessoal aos alunos quando eles podem ir buscá-lo à inteligência artificial com um simples clique? A pergunta instalou-se na comunidade académica e continua à espera de respostas cabais. A jornalista Cristiana Faria Moreira fez um trabalho profundo à procura dessa e de outras respostas aos desafios que a IA coloca ao ensino superior e da do seu texto, que pode ser lido no PÚBLICO online ou na edição impressa de domingo, sobram duas grandes conclusões: uma instituição científica como uma universidade não pode nem deve proibir o recurso à IA. Como não pode permitir que os alunos não apreendam e retenham conhecimento científico das suas áreas de estudo e sejam desobrigados de desenvolver a sua capacidade crítica, a sua imaginação, e, ponto essencial, um sentido ético das suas competências científicas ou tecnológicas.

    Um estudo recente, usado pela OCDE e citado no texto da jornalista, mostra o que está em causa.  A estudantes de cinco universidades norte-americanas foi pedido que escrevessem um pequeno ensaio em 20 minutos. Um grupo trabalhou sem nenhuma ajuda exterior, outro recorreu a um motor de busca, e um terceiro trabalhou com uma ferramenta de IA. E foram os deste último grupo que tiveram melhores classificações. Mas uma hora depois, apenas 12% desses estudantes conseguiram citar de memória um excerto do próprio texto. Nos outros grupos, 89% foram capazes de o fazer.

    Sendo utopia travar a marcha da IA, que problemas e ameaças coloca ao ensino superior – aliás, ao ensino no geral? Vamos falar com a Cristiana Faria Moreira, jornalista que trabalha em especial na área da educação, para sabermos os traços principais do texto essencial que assinou.

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    16 m
  • A criminalidade violenta desceu, mas as violações não
    Apr 2 2026

    A criminalidade não tem tido grandes oscilações e Portugal é um país seguro? Sim. O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), que reflecte a actividade dos vários órgãos de polícia criminal do país em 2025, não justifica percepções de insegurança, muito menos aquelas que são associadas à imigração.

    A criminalidade geral participada às autoridades nacionais cresceu, mas a criminalidade violenta desceu. Neste cenário de estabilização estatística, a violência doméstica desceu pelo terceiro ano consecutivo, mas as violações registaram os valores mais elevados da última década.

    O número de imigrantes notificados para saírem do país, mais de 23 mil, aumentou bastante face a 2024, se comparado com as 444 notificações do ano anterior, exibindo uma grande aceleração no último trimestre.

    A participação de portugueses em grupos online nazis e satânicos é outra das conclusões deste RASI.

    Para Luís Montenegro, Portugal tem a situação controlada, mas a segurança não pode ser dada como garantida. Há quatro tipos de crimes que preocupam o primeiro-ministro: tráfico de droga, violência doméstica, sinistralidade rodoviária e auxílio à imigração ilegal.

    Mariana Oliveira, jornalista do PÚBLICO, especializada nas questões de justiça e segurança, é a convidada deste episódio.

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  • Humanos voltam à Lua 50 anos depois para a conquistar
    Apr 1 2026

    Mais de 50 anos depois, os seres humanos vão voltar à Lua. Os quatro astronautas da missão Ártemis II partem, esta quarta-feira, às 23h24 de Lisboa, do Centro Espacial Kennedy, na Florida, mos EUA. Pela primeira vez desde 1972, quatro astronautas vão voar fora da órbita terrestre, a caminho de uma circum-navegação à Lua, que é um ensaio para uma futura alunagem.

    Se a Ártemis I, lançada em 2022, foi o teste ao veículo e à sua capacidade de ir à Lua e voltar, a Ártemis II é o penúltimo ensaio antes de se tentar alunar outra vez – um ensaio já com humanos a bordo.

    Mas o regresso à Lua não é inocente. Há uma corrida entre os EUA e a China pela conquista da Lua. Jared Isaacman, bilionário e astronauta, empossado como administrador da NASA no início deste ano, não deixa dúvidas: “Vamos fazer tudo o que for preciso para voltar à Lua e não deixar que ninguém se apodere dela nunca mais”.

    A alunagem, propriamente dita, está marcada para 2028. De permeio, haverá uma missão de teste aos módulos de pouso lunar, que estão a ser construídos pela Space X (de Elon Musk) e pela Blue Origin (de Jeff Bezos), dois bilionários a disputar a Lua antes que a China lá chegue primeiro.

    De quem é a Lua, afinal? Alguém pode reivindicar a sua posse?

    O convidado deste episódio é Tiago Ramalho, jornalista da secção de Ciência do PÚBLICO.

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