A inteligência artificial nas universidades dividida entre a utilidade pedagógica e a utilização fraudulenta Podcast Por  arte de portada

A inteligência artificial nas universidades dividida entre a utilidade pedagógica e a utilização fraudulenta

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Que formação precisa de ter jovem para ser um bom médico ou um bom engenheiro? Os sistemas da inteligência artificial generativa já fornecem respostas aos grandes problemas dos saberes que se adquirem na universidade, nota. Mas isso dispensa um médico de saber anatomia patológica, um engenheiro de saber física, ou um advogado de saber manobrar a complexidade do Código Penal ou do Código Civil? Ou, por outras palavras, serão dispensáveis no futuro os saberes especializados que, mais do que uma simples pergunta no Chat GTP, exibem estudo, memória e capacidade de relacionar conhecimentos?

O que coloca um problema existencial às universidades ou politécnicos: como exigir esse conhecimento pessoal aos alunos quando eles podem ir buscá-lo à inteligência artificial com um simples clique? A pergunta instalou-se na comunidade académica e continua à espera de respostas cabais. A jornalista Cristiana Faria Moreira fez um trabalho profundo à procura dessa e de outras respostas aos desafios que a IA coloca ao ensino superior e da do seu texto, que pode ser lido no PÚBLICO online ou na edição impressa de domingo, sobram duas grandes conclusões: uma instituição científica como uma universidade não pode nem deve proibir o recurso à IA. Como não pode permitir que os alunos não apreendam e retenham conhecimento científico das suas áreas de estudo e sejam desobrigados de desenvolver a sua capacidade crítica, a sua imaginação, e, ponto essencial, um sentido ético das suas competências científicas ou tecnológicas.

Um estudo recente, usado pela OCDE e citado no texto da jornalista, mostra o que está em causa.  A estudantes de cinco universidades norte-americanas foi pedido que escrevessem um pequeno ensaio em 20 minutos. Um grupo trabalhou sem nenhuma ajuda exterior, outro recorreu a um motor de busca, e um terceiro trabalhou com uma ferramenta de IA. E foram os deste último grupo que tiveram melhores classificações. Mas uma hora depois, apenas 12% desses estudantes conseguiram citar de memória um excerto do próprio texto. Nos outros grupos, 89% foram capazes de o fazer.

Sendo utopia travar a marcha da IA, que problemas e ameaças coloca ao ensino superior – aliás, ao ensino no geral? Vamos falar com a Cristiana Faria Moreira, jornalista que trabalha em especial na área da educação, para sabermos os traços principais do texto essencial que assinou.

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