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O debate feminino que discute de temas diversos, como relacionamentos, família, saúde, trabalho e lifestyle, de forma moderna, dinâmica e descontraída.© 2026 Jornal O TEMPO Higiene y Vida Saludable
Episodios
  • Tesão tem cheiro? Quando o desejo passa pelo corpo, não pelo perfume
    Jan 30 2026

    Uma fala no BBB chamou atenção e gerou diferentes comentários nas redes: Juliano Floss disse que ama o cheiro da axila de Marina Sena. Teve quem achasse engraçado, teve quem sentisse vergonha alheia e teve quem pensasse: “isso é estranho demais pra ser dito em voz alta”. Mas será que é mesmo? Ou a gente só não aprendeu a falar de desejo fora do padrão "limpinho, perfumado e socialmente aceitável"?


    O cheiro do corpo sempre teve um papel enorme na atração. Não o perfume, mas o cheiro de pele. Aquele que conforta, excita, dá vontade de chegar perto ou, ao contrário, afasta de imediato. A questão é que vivemos numa cultura que tenta neutralizar o corpo: desodorante, sabonete antibacteriano, perfume por cima de tudo - como se o desejo precisasse ser higienizado para ser permitido.


    O axilismo, nome dado à atração pelo cheiro das axilas, pode soar exótico, mas toca em algo bem mais comum do que parece. O olfato ativa memória, emoção e excitação antes mesmo da razão entrar em cena. Talvez por isso esse tipo de desejo cause tanto desconforto. Porque ele escancara algo que a gente tenta esconder: o tesão nem sempre é bonito, organizado ou fácil de explicar. Ele passa pelo suor, pela pele, pelo instinto.


    No papo, o próprio Juliano admitiu ter vergonha de falar sobre isso. E essa vergonha diz muito mais sobre a forma como a gente lida com o desejo do que sobre o desejo em si. Por que algumas preferências são vistas como normais e outras como estranhas? Quem decide o que é aceitável no sexo? Existe desejo “errado” quando há consentimento? Até que ponto o nojo é socialmente aprendido? E por que falar de cheiro ainda parece mais constrangedor do que falar de outras práticas sexuais?


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    1 h
  • Dia Nacional da Visibilidade Trans: viver no país que mais mata pessoas trans
    Jan 29 2026

    Existe um contraste difícil de ignorar quando se fala em Visibilidade Trans no Brasil. Enquanto a data propõe reconhecimento, respeito e cidadania, o país segue, pelo 16º ano consecutivo, liderando o ranking global de assassinatos de pessoas trans e travestis. Mesmo com a redução de 16% nas mortes em 2024, os números continuam revelando uma realidade marcada pela violência sistemática.

    Dados do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgados em janeiro de 2025, apontam que 122 pessoas trans e travestis foram assassinadas no país em 2024, mantendo o Brasil como o país que mais mata essa população no mundo.

    Mas a violência não se manifesta apenas na morte. Ela atravessa o cotidiano, o acesso ao trabalho, à saúde, à educação e à segurança. Muitas pessoas trans vivem em estado permanente de alerta, negociando sua existência em espaços que deveriam ser comuns: a rua, o transporte público, o ambiente profissional. Segundo a Antra, a expectativa de vida de pessoas trans no Brasil ainda gira em torno de 35 anos.


    Quando falamos de visibilidade, não falamos apenas de aparecer. Falamos dessas pessoas serem reconhecidas como cidadãs, de terem direitos garantidos e de não precisarem transformar a própria identidade em um campo de batalha constante. Falamos de políticas públicas, de acesso à justiça, de educação e de condições reais para que a vida seja possível.

    Por que, mesmo com tantos dados, a violência contra pessoas trans ainda é tratada como algo distante? O que faz com que esses corpos sigam sendo os mais vulneráveis? Que tipo de visibilidade realmente importa: a que expõe ou a que protege? E o que a sociedade ainda se recusa a enxergar quando fala em respeito, mas não garante existência?

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    58 m
  • Mágoa tem prazo de validade? O que sentimentos mal resolvidos podem causar anos depois
    Jan 27 2026

    Uma das grandes brigas do BBB 26 escancarou algo que todo mundo conhece, mas nem sempre admite: mágoas não resolvidas não desaparecem com o tempo. Elas apenas dormem. A participante Aline Campos foi tirar satisfação com Ana Paula por uma fala de 2016 - dez anos atrás. Para muita gente, a reação pareceu exagerada, fora de contexto, “desnecessária”. Mas o incômodo que explodiu agora não nasceu ali: ele só encontrou, finalmente, um palco e o momento para se resolver ou pelo menos tentar.

    Existe uma ideia confortável de que o tempo resolve tudo. Que o que passou, passou. Que mágoas antigas perdem força sozinhas. Mas será mesmo? Ou a gente apenas aprende a empurrar certos sentimentos para debaixo do tapete, fingindo que superou, enquanto eles seguem organizando silenciosamente nossas reações, defesas e explosões futuras?

    Revisitar uma mágoa antiga é sempre um erro? Até que ponto vale resgatar algo que ficou mal resolvido no passado? Existe diferença entre elaborar uma ferida e reabrir uma ferida?

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    1 h y 3 m
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