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Ilustríssima Conversa

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De: Folha de S.Paulo
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A equipe de jornalistas da Ilustríssima, da Folha, entrevista autores de livros de não ficção ou de pesquisas acadêmicas.2026 Folha de S.Paulo Arte Ciencias Sociales Política y Gobierno
Episodios
  • Elvia Bezerra: Ruazinha em Santa Teresa mudou a poesia de Manuel Bandeira
    Jan 24 2026

    Em uma crônica, Manuel Bandeira escreve que a rua do Curvelo, onde morou de 1920 a 1933, "é uma ruazinha tranquila, e embora a dez minutos do centro da cidade parece um trecho de província".

    A rua de uma quadra em Santa Teresa, no Rio, poderia ser um detalhe sem muita importância na biografia de Bandeira. No entanto, para Elvia Bezerra, pesquisadora de literatura brasileira, deve ser vista como um aspecto fundamental na sua formação e no seu destino de poeta modernista.

    Bezerra diz que, imerso na atmosfera de província do Curvelo, um Manuel Bandeira recluso e tuberculoso redescobriu o encanto da rua —e esse universo de gente simples o arrancou do mundo fechado de poeta, se imbuiu nos seus versos e deu impulso a um dos períodos mais ricos da sua produção literária.

    Nos anos em que Bandeira esteve lá, também moraram na rua, hoje chamada Dias de Barros, o poeta Ribeiro Couto e a psiquiatra Nise da Silveira, os três personagens a que a autora se debruça em "A Trinca do Curvelo".

    Publicado pela primeira vez em 1995, o livro volta a circular em uma edição revista e ampliada, que incorpora fontes disponibilizadas nas últimas décadas, como a correspondência de autores modernistas.

    Nesta entrevista, Bezerra explica como um encontro com Nise da Silveira se tornou o empurrão inicial do livro e conta o que descobriu ao investigar a vida e a obra de Manuel Bandeira, em especial as relações amorosas do poeta "ferozmente discreto", tema de dois ensaios inéditos incluídos na nova edição da obra.

    • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
    • Edição de som: Raphael Concli

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    47 m
  • Leonardo Avritzer: Trump e bolsonarismo sem Bolsonaro são incógnitas na eleição de 2026
    Jan 10 2026

    Condenado pelo STF e preso, Jair Bolsonaro vai ser capaz de emplacar um sucessor —e a direita vai conseguir ter um candidato competitivo nas eleições deste ano? Depois do ataque dos EUA à Venezuela, o que esperar de uma possível interferência do governo Trump no processo eleitoral brasileiro?

    No primeiro episódio de 2026 do Ilustríssima Conversa, o cientista político Leonardo Avritzer traça alguns cenários para a política brasileira nos próximos meses.

    Para ele, a defesa da democracia nunca teve mais força na história do país, mas o regime democrático brasileiro continua em disputa —como sempre esteve nos últimos cem anos.

    Esse é o fio condutor de "O Golpe Bateu na Trave", livro mais recente de Avritzer. Na obra, o pesquisador discute por que as ações de Bolsonaro nos últimos meses do seu mandato devem ser entendidas como parte de uma tentativa de golpe de Estado e aponta os motivos de a ruptura democrática não ter acontecido, destacando o papel da oposição, dos militares e do STF.

    Nesta entrevista, o cientista político também aborda os valores antidemocráticos arraigados em uma grande parcela da sociedade brasileira, que explodiram no 8 de Janeiro.

    • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
    • Edição de som: Raphael Concli

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    51 m
  • Gabriel Weber: Ônibus que leva a praias da zona sul do Rio costura cidade fragmentada
    Dec 13 2025

    Um motorista do 474, conhecido como linha do inferno no Rio de Janeiro, contou a Gabriel Weber que se, se a previsão do fim de semana é de sol, ele começa a "meter Alprazolam", um ansiolítico, já na quinta-feira.

    O arquiteto é autor de "474 Jacaré/Copacabana". O livro, a partir de um olhar de dentro do 474, busca entender o Rio de Janeiro e suas desigualdades.

    O ônibus liga o que ele chama de bairros-cativeiro da massa falida da zona norte a uma zona sul com um microclima mais ameno, que abriga as praias das pessoas de bem e onde toca João Gilberto.

    O túnel que liga os dois Rios, Weber diz, é como um portal místico —e depois de cruzá-lo, com jovens surfando em cima do ônibus e viajando nas janelas, o ônibus provoca um Big Bang na zona sul e se torna alvo da polícia.

    Para ele, por outro lado, esse corte que marca a urbanização carioca não gera uma cidade partida e o próprio 474 é um dos vetores que costuram os vários fragmentos do Rio de Janeiro.

    Nesta entrevista, o arquiteto afirma que não ignora os problemas de segurança relacionados à linha, mas defende que é preciso lembrar as condições de vida dos moradores dos bairros precários da zona norte e a elite segregacionista da zona sul, que vê as praias como espaços de uso exclusivo.

    Weber também discutiu as questões de gênero e racial que se manifestam no 474 e contou algumas histórias que presenciou, como um homem que desrespeitou o código de ética da linha roubando uma moradora da zona norte e acabou empurrado para fora do ônibus.

    • Produção e apresentação: Eduardo Sombini
    • Edição de som: Raphael Concli

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    52 m
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