Episodios

  • Filipe Vargas: “A demência é lixada. A Alzheimer é uma doença filha da mãe, é uma coisa horrível. E o meu pai decidiu não ir até ao fim“
    Apr 11 2026

    Nesta entrevista intimista conduzida por Daniel Oliveira, o ator Filipe Vargas, de 53 anos, confessa que o impacto de se ter tornado órfão foi devastador: “Foi um chão que de repente desapareceu. E isso achava que não ia acontecer”, revela. A ajuda veio sobre a forma de terapia, antidepressivos e uma rede de amigos que o ajudaram a percorrer aquela “travessia no deserto”.

    Apesar do luto, Filipe Vargas revela-se um homem que encontrou no autoconhecimento e na reinvenção os pilares da sua identidade. O ator recorda a sua decisão, aos 32 anos, de abandonar uma carreira na publicidade para estudar teatro em Madrid. Apesar da sua constante procura pelo melhor da vida, confessa a sua preocupação pelos extremismos que assolam a sociedade portuguesa: “Eu achava que estávamos num sitio bastante mais evoluído, mas acho que não”.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Más Menos
    49 m
  • Nininho Vaz Maia em 2024: “Cresci a pensar que um dia ia para a prisão. Se aconteceu à minha volta, à minha família, sei que é o destino”
    Apr 4 2026

    O cantor Nininho Vaz Maia partilha a sua história de vida, refletindo sobre autoconfiança, sucesso e as memórias da sua infância num bairro desafiador, a Picheleira, chegando mesmo a descrever o seu dia-a-dia daqueles tempos sem rodeios. Nininho discute a importância da evolução pessoal e a luta contra a negatividade enquanto reflete o seu caminho até chegar onde está e o exemplo que quer dar aos seus filhos e aos jovens. A entrevista foi exibida na SIC a 4 de janeiro de 2024.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Más Menos
    56 m
  • “Eu quero ser o sítio que a minha mãe vai quando precisa de chorar. Eu não quero que ela chore sozinha”
    Mar 28 2026

    Aos 31 anos, Mafalda Castro senta-se no estúdio que considera casa para um regresso às origens e uma viagem íntima pelas memórias, perdas, conquistas e fragilidades que a moldaram. “Ainda há muito da Mafalda miúda em mim”, confessa, entre sorrisos e recordações onde o baloiço do jardim e os domingos de família ganham ecos de eternidade. No olhar, traz a mãe – “era só mãe e pai, não havia espaço para fragilidades”, admite ao relembrar o impacto do diagnóstico de esclerose múltipla – e no colo cabe agora o filho, Manel: “A maternidade mudou tudo. A vida deixou de girar à minha volta para eu girar à volta dele, e isso fez-me ainda mais feliz”. Radialista, apresentadora, influenciadora, Mafalda revisita o engenho e a inocência, o nervo destemido de quem se apresentou à rádio de olhos postos nos ídolos e a vontade obstinada de “provar todos os dias que a autenticidade é o que fica”. Recusa fórmulas feitas ou rótulos: “Prefiro falhar sendo eu do que acertar sendo outra pessoa”. Nesta conversa sem rede, Mafalda revela a urgência de viver o presente e repete o conselho para si própria e para quem lê: “Não esperes que adivinhem o que queres. Passa tempo com as pessoas que amas”

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Más Menos
    48 m
  • Evandro Gomes: “Cheguei a não ter comida na mesa, partilhávamos pão e leite entre oito pessoas. Pedi 50 cêntimos à minha mãe e ela nem 10 tinha na conta”
    Mar 21 2026

    Evandro Gomes é o convidado de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. O ator interpreta Salvador na novela da SIC “Páginas da Vida”. Evandro recorda as dificuldades na infância e as muitas mudanças de escola e cidade. “Preferiria viver com dificuldades para o resto da vida, mas ter amor dentro de mim, do que ter uma mansão gigante e estar sempre chateado”, garante. Cresceu numa família numerosa e chegou a faltar “comida na mesa”. Hoje, um dos seus sonhos é criar uma associação que apoie este tipo de famílias. Quando era jovem tinha uma outra paixão, ainda assim já tinha curiosidade na arte de representar. “Cresci com o sonho de ser futebolista, estive muito perto. Quando era miúdo disse à minha mãe: ‘Acabo a carreira aos 30 anos e vou contracenar com o Denzel Washington”, recorda. Quando jogava futebol chegou a ser alvo de insultos racistas. O sonho de se profissionalizar acabou quando rasgou o tendão de Aquiles, semanas antes de ir assinar um contrato. O ator relembra ainda uma fase em que chegou a dormir na rua e realça a importância de Deus na sua vida, em particular num momento muito complicado em que queria desistir. Ouça a conversa intimista no Alta Definição, em podcast, emitido na SIC a 21 de março.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Más Menos
    51 m
  • Vasco Pereira Coutinho: “Não jogava à bola com os outros meninos, preferia brincar com as minhas amigas. Sabia que era diferente, mas não confessava a ninguém”
    Mar 14 2026

    Vasco Coutinho admite que sempre foi um miúdo “estranho” ou “diferente”, mas hoje confessa estar “tranquilo” com a pessoa que se tornou. Do silêncio e da introspeção vividos num seminário em Roma, quando era muito jovem, à infância inquieta em que se sentiu alvo de insultos de outros miúdos, até a um amor que “correu muito mal” e o deixou em depressão, o percurso foi longo e exigente.

    “Um dia, a caminho da casa dos meus pais, com a estrada vazia, pensei: ‘Agora dava uma guinada no volante e acabava tudo’”, recorda quando fala da depressão que teve de enfrentar.

    Neste episódio de Alta Definição, o humorista deixa de lado a personagem Tia Bli, muito popular entre os ouvintes da rádio, para falar abertamente sobre o caminho que percorreu até à afirmação pessoal e à reconciliação com a sua sexualidade.

    Na conversa conduzida por Daniel Oliveira, fala-se não só da superação das adversidades e da importância do apoio familiar, mas também do papel transformador da fé e da criatividade. Vasco revela como o teatro e a espiritualidade serviram de alicerces para ultrapassar momentos de profunda tristeza.

    No final do episódio, depois de partilhar toda a sua história de vida, deixa ainda um conselho aos espectadores e ouvintes: “Eu peço desculpa sempre, mesmo quando não tenho razão. Pedir perdão é construtivo. Nós temos sempre culpa de alguma coisa”.

    O programa foi emitido na SIC a 14 de março e pode ouvir aqui a versão em podcast. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Más Menos
    47 m
  • Mário Zambujal (1936–2026): “As pessoas devem ter a noção de que chegar a velho já não é mau. A alternativa é pior. O mal é não chegar a velho”
    Mar 13 2026

    Mário Zambujal foi um jornalista, escritor e argumentista português, nascido em Moura, no distrito de Beja. Iniciou a carreira no jornalismo desportivo, passando por redações como A Bola, Diário de Lisboa e Record. Em 1970 integrou O Século, onde era chefe de redação quando ocorreu o 25 de Abril de 1974, momento que considerou um dos mais marcantes da sua vida profissional. Mais tarde assumiu também a direção do Mundo Desportivo. Paralelamente ao jornalismo, destacou-se na rádio e na televisão, tornando-se uma figura popular através de programas da RTP como Domingo Desportivo e o humorístico Pão com Manteiga. Na literatura revelou uma escrita marcada pelo humor, pela simplicidade e pela atenção às relações humanas. A sua obra inclui títulos como Crónica dos Bons Malandros (1980), que alcançou grande notoriedade, e Histórias do Fim da Rua (1983). Ao longo da vida publicou 19 livros, entre romances, contos e outras narrativas, frequentemente centradas em personagens próximas do quotidiano português. Em 2025 lançou o romance policial O Último a Sair. Mário Zambujal esteve em Alta Definição de Daniel Oliveira, em 2013, numa emissão que pode recordar aqui. O escritor faleceu ontem, 13 de março, aos 90 anos.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Más Menos
    32 m
  • Marcelo Rebelo de Sousa em 2019: “Sou responsável como Presidente mesmo do que não depende diretamente de mim, sou um pouco responsável moral. Bate-me na consciência”
    Mar 7 2026

    Na última semana da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, e antes da tomada de posse de António José Seguro como novo presidente da República, o Alta Definição recorda a emissão de 2019 em que o “Professor Marcelo” esteve à conversa com Daniel Oliveira. Percorrendo o seu percurso pessoal e político, e refletindo sobre o estilo de presidência que procurou imprimir desde a tomada de posse, Marcelo Rebelo de Sousa defende que todos os Presidentes da República tiveram, à sua maneira, uma dimensão de proximidade e afetividade com o país, mas explica que decidiu manter o seu modo de ser — espontâneo e próximo — mesmo depois de assumir o cargo, recusando alterar a personalidade por causa da função. Ao longo da conversa, o presidente da República recorda a infância marcada por uma família politicamente exposta, fala da influência do pai e da formação académica em Direito, que o levou à carreira universitária. O “Professor Marcelo” evoca também a longa presença no comentário político e na vida pública, descrevendo-a como uma escola de contacto permanente com a realidade do país. Marcelo aborda o exercício da Presidência como um equilíbrio entre proximidade humana e responsabilidade institucional, reflete sobre o peso das decisões, a solidão que por vezes acompanha o cargo e a necessidade de interpretar os sinais da sociedade portuguesa. Entre memórias, episódios e reflexões, traça um retrato de um percurso marcado pela política, pela comunicação e por uma relação direta com os cidadãos. Recorde aqui a conversa originalmente emitida em outubro de 2019.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Más Menos
    50 m
  • João Braga: “Passei o Natal de 74 sozinho, com um filho acabado de nascer e impedido de o conhecer. Naquele momento passei mal”
    Feb 28 2026

    O fadista João Braga partilha episódios decisivos da sua infância, como o acidente que marcou a sua saúde e a educação rígida do pai, mas também o precoce fascínio pelo universo da música. O fado surge não só como vocação, mas como espaço de autodescoberta e de emoção partilhada — tanto mais significativo quando o artista recorda a sua fuga para Espanha após o 25 de Abril, e relata como a sua casa foi arrombada e assaltada, confessando que “foi das piores sensações de toda a minha vida”.

    Ainda assim, Braga não esquece o papel agregador e transformador do fado: “O fado é sobretudo emoção, muito mais do que gingão”. O Alta Definição foi exibido a 28 de fevereiro na SIC.

    See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Más Menos
    40 m