Episodios

  • Orides Fontela: O estrelado céu dentro de mim
    Feb 23 2026

    No terceiro episódio de "A casa não tinha chão", Arthur Nogueira apresenta a obra poética de Orides Fontela como ponto de partida para uma reflexão sobre os limites entre poesia e filosofia.

    Ao longo do episódio, poemas como "Kant (relido)", "Meio-dia" e "Pouso" dialogam com as reflexões de Antonio Cicero, também poeta e filósofo, sobre o tema.

    Orides Fontela (1940–1998) nasceu em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Após publicar "Transposição" (1969) e "Helianto" (1973), conquistou o Prêmio Jabuti de Poesia com "Alba" (1983). Por "Teia" (1996), recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Ao longo dos anos, sua obra é celebrada por diferentes gerações de poetas e críticos brasileiros.

    Trilha sonora:

    "Voo e mansidão", de Pratagy e Arthur Nogueira.

    "Liberdade", de Allen Alencar e Arthur Nogueira.

    "Cabeça nas nuvens", de Leonardo Chaves e Arthur Nogueira.

    "Pássaro", de Arthur Nogueira.

    Poemas citados:

    "Kant (relido)", de Orides Fontela.

    "Meio-dia", de Orides Fontela.

    "Pouso", de Orides Fontela.

    "O país das maravilhas", de Antonio Cicero.

    Referências:

    CICERO, Antonio. "Poesia e filosofia". Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.

    MARQUES, Ivan. "A um passo do pássaro". YouTube, 2017. Disponível em: https://youtu.be/l9XbX8JTMXI

    PUCHEU, Alberto. "Poesia (e) filosofia: por poetas filósofos em atuação no Brasil". Belo Horizonte: Moinhos, 2018.

    Más Menos
    13 m
  • Rose Ausländer: Eu vivo na palavra
    Feb 2 2026

    Arthur Nogueira dedica o segundo episódio do podcast à poeta Rose Ausländer, refletindo sobre o refúgio possível da linguagem diante da catástrofe histórica.

    O poeta e tradutor Erick Monteiro Moraes participa da conversa, compartilhando ideias e traduções que atravessam a obra de Ausländer e a relação dela com a língua alemã.

    Rose Ausländer (1901–1988) foi uma poeta judia. Nascida na Bucovina, região multicultural da Europa Oriental, viveu entre a Europa e os Estados Unidos, sobreviveu ao gueto de Czernowitz durante a Segunda Guerra Mundial e construiu uma obra marcada pela errância.

    Trilha sonora:

    "Voo e mansidão", de Pratagy e Arthur Nogueira.

    "Ninguém", de Arthur Nogueira, Erick Monteiro Moraes e Rose Ausländer.

    "Guamá", de Arthur Nogueira.

    Poemas citados:

    "Uma arte", de Elizabeth Bishop, tradução de Paulo Henriques Britto.

    "Ninguém (Niemand)", de Rose Ausländer, tradução de Erick Monteiro Moraes.

    "Separação (Trennung)", de Rose Ausländer, tradução de Erick Monteiro Moraes.

    "Terra mátria (Mutterland)", de Rose Ausländer, tradução de Erick Monteiro Moraes.

    "Eu penso (Ich denke)", de Rose Ausländer, tradução de Erick Monteiro Moraes.

    "Israel II", de Rose Ausländer, tradução de Erick Monteiro Moraes.

    Referências:

    ABDALA JUNIOR, Luiz Carlos. "Tudo pode ser motivo – Rose Ausländer". Belas Infiéis, Brasília, v. 9, n. 2, p. 219–223, 2020.

    ARENDT, Hannah. "The last interview and other conversations". Brooklyn, NY: Melville House Publishing, 2013.

    SHAVIT, Ari. "Minha terra prometida: o triunfo e a tragédia de Israel". São Paulo: Três Estrelas, 2016. Tradução de Alexandre Morales.

    Más Menos
    21 m
  • Age de Carvalho: A vida toda viagem
    Jan 17 2026

    Arthur Nogueira conversa com o poeta Age de Carvalho sobre memória, identidade e pertencimento. Nascidos em Belém do Pará, os dois revisitam lembranças vividas e inventadas na cidade que continua a habitá-los.

    A professora da UFPA Mayara Guimarães participa do episódio.

    Age de Carvalho (Belém do Pará, 1958) é poeta e designer gráfico. Vive na Europa desde 1986, entre Viena e Munique. Publicou, entre outros livros, “Arquitetura dos ossos” (1980), “A fala entre parêntesis” (com Max Martins, 1982), “Ainda: em viagem” (2015) e “De-estar, entrestrelas” (2025).

    Trilha sonora:

    “Voo e mansidão”, de Pratagy e Arthur Nogueira.

    “Valente”, de Arthur Nogueira.

    “Coração desperdiçado”, de Arthur Nogueira.

    Poemas citados:

    “A casa”, de Vinicius de Moraes.

    “Carta aberta a John Ashbery”, de Waly Salomão.

    “Cunca”, de Age de Carvalho.

    “Blackstar”, de Age de Carvalho.

    “Naschmarkt”, de Age de Carvalho.

    Referências:

    BLANCHOT, Maurice. “O espaço literário”. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.

    GUIMARÃES, M. R., & COROA, L. M. (2019). Age de Carvalho e a Estrangeiridade na Composição Poética. “Opiniães”,, 14, 243-256.

    PROUST, Marcel. “Em busca do tempo perdido: No caminho de Swann (Volume I)”,. São Paulo: Globo, 2006. Tradução de Mário Quintana.

    Más Menos
    17 m