Episodios

  • Padilha aponta alta de casos de sarampo nos EUA: “Quem vai para a Copa tem que estar vacinado”
    Apr 17 2026

    Alvo de restrição de visto pelos Estados Unidos desde o ano passado, quando o governo de Donald Trump tentou intervir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e puniu autoridades brasileiras, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez hoje um alerta sobre o aumento dos casos de sarampo em território americano. Em entrevista à Rádio Eldorado, ele disse não estar acompanhando a situação de seu visto e ressaltou que “o tiro saiu pela culatra” ao mencionar que parcerias do Brasil com empresas americanas do setor continuam em andamento. Em tom crítico ao isolamento americano, Padilha enfatizou que o aumento dos casos de sarampo é preocupante com a aproximação da Copa, que será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. “Quem vai para Copa do Mundo tem que estar atento e vacinado contra o sarampo”, afirmou.

    Na entrevista, Padilha também falou sobre a redução das filas para cirurgias, exames e consultas, mas alegou que a existência de um painel unificado para monitoramento do tempo de espera en todo o País depende das informações de Estados e municípios para estar consolidado ainda neste ano e permitir ações de planejamento. Em relação às cirurgias eletivas, ele destacou que foram realizados 14,9 milhões procedimentos, um aumento de 42% em 2022.

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    16 m
  • Frente fria avança pelo Sul do Brasil; acompanhe a previsão do tempo para o feriado em SP
    Apr 17 2026

    Uma frente fria avança sobre o Sul do Brasil e deixa o tempo instável e com possibilidade de temporais na região. Esse sistema pode causar chuva leve, mas com mar agitado no litoral de São Paulo neste sábado. Maria Clara Sassaki, especialista em meteorologia da Tempo Ok, disse à Rádio Eldorado que essa situação climática não deve atrapalhar o feriado prolongado de Tiradentes da próxima terça-feira, dia 21. Ouça a previsão da meteorologia.

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    5 m
  • Guerra no Irã: quais são os impactos na economia mundial e no Brasil? Ouça análise
    Apr 15 2026

    A expectativa pela retomada das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã reduziu as cotações do petróleo, embora os valores ainda estejam acima dos negociados antes do início da guerra, em 28 de fevereiro. No Brasil, já são 11 dias com resultados positivos no Índice Bovespa e o dólar voltou a fechar abaixo dos R$ 5 (R$ 4,9953), com recuo de 3,57% em abril e de 9,02% em 2026 ante o real. Enquanto isso, o Fundo Monetário Internacional projeta um impacto negativo na economia global se a guerra for mais prolongada. No entanto, em relação ao Brasil, o FMI aumentou a previsão de crescimento do PIB em 2026 de 1,6% para 1,9% em razão de o país ser exportador de petróleo. Em entrevista à Rádio Eldorado, o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, disse que o Brasil tem um fator atenuante em relação ao impacto global por ser produtor de petróleo. “Mas isso não evita impactos inflacionários e a expectativa de redução maior dos juros pelo Banco Central fica abalada”, avaliou.

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    10 m
  • Deportação, extradição ou asilo: o que pode acontecer com Alexandre Ramagem, preso nos EUA?
    Apr 15 2026

    A detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos pode resultar em deportação por questões migratórias, no avanço do processo de extradição solicitado pelo Brasil ou na concessão de asilo político, com a pressão de aliados bolsonaristas que alegam perseguição política, pela condenação dele a 16 anos de prisão por participação na trama golpista de 2022. A avaliação é da advogada Paula Ritzmann Torres, que é doutora em Direito Internacional pela USP. Em entrevista à Rádio Eldorado, ela explicou que a obtenção de asilo depende de uma efetiva comprovação de danos ao interessado em caso de retorno ao país de origem. “Já a extradição, está dentro de um contexto de cooperação entre os estados. A decisão final é do secretário de Estado”, apontou.

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    11 m
  • EUA bloqueiam Ormuz: “´E uma aposta arriscada. O Irã ganhou essa guerra”, diz Gunther Rudzit
    Apr 14 2026

    As forças americanas deram início ontem a um bloqueio dos portos, das zonas costeiras e do Estreito de Ormuz no Irã, em uma tentativa de sufocar economicamente o regime iraniano e forçar a retomada das negociações de paz. O presidente Donald Trump ameaçou explodir qualquer embarcação iraniana que se aproximar das áreas bloqueadas. Em resposta, o Irã prometeu bombardear portos de países aliados dos americanos. A questão agora é saber quem consegue suportar o maior prejuízo, já que os Estados Unidos correm o risco de uma alta da inflação em ano eleitoral com a elevação do preço do petróleo. Em entrevista à Rádio Eldorado, Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM, definiu como “uma aposta arriscada” a estratégia adotada por Donald Trump. “O Irã ganhou essa guerra. Lutou uma guerra econômica e não uma guerra militar. O regime ter sobrevivido é um ganho para ele e está se sentido empoderado”, afirmou.

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    12 m
  • O que muda com a derrota da extrema-direita na Hungria? Acompanhe análise de especialista
    Apr 13 2026

    Líder e referência para a extrema-direita populista global, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições gerais de ontem e vai deixar o poder após 16 anos. Com a apuração praticamente concluída, o partido Tisza, de Péter Magyar, somava 53% dos votos, o que lhe garantia 138 dos 199 assentos do Parlamento. O partido Fidesz, de Orbán, tinha 37% de apoio do eleitorado, o equivalente a 55 cadeiras. Magyar, que provavelmente se tornará o novo premiê, é um ex-aliado de Orbán e rompeu com o Fidesz em 2024, migrando para um partido de centro-direita.

    Em entrevista à Rádio Eldorado, Carolina Pavese, Doutora em Relações Internacionais e diretora da Impacta Consultoria Estratégica, disse que Orbán teve um desgaste por causa da crise econômica, do alinhamento com a Rússia na guerra contra a Ucrânia e do afastamento da União Europeia. Ela acredita que a vitória do opositor húngaro possa fortalecer movimentos contra a extrema-direita em outros países da Europa. A especialista ressaltou que Magyar já anunciou uma posição de neutralidade na guerra entre Rússia e Ucrânia, mas não deve mudar algumas das políticas de Orbán. “A agenda segue conservadora na questão dos costumes e da xenofobia com a imigração”, afirmou. Na entrevista, Carolina Pavese também analisou a indefinição na eleição presidencial no Peru, realizada neste domingo.

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    15 m
  • Mariz de Oliveira: “Juiz não pode se misturar com empresário. O sistema de Justiça está ladeira abaixo”
    Apr 13 2026

    Três recentes pesquisas mostram uma percepção negativa da opinião pública em relação ao Supremo Tribunal, principalmente após a investigação de fraudes financeiras do Banco Master e as suspeitas de ligações de alguns ministros da Corte com o banqueiro Daniel Vorcaro. No levantamento, AtlasIntel/Estadão, 60% dos consultados disseram não confiar no STF. Na AtlasIntel/Bloomberg, 47% apontaram que o Supremo estaria “totalmente envolvido” com o escândalo do Master. Já a pesquisa PoderData, divulgada no fim de março, constatou que 52% dos entrevistados consideram o trabalho do STF como ruim ou péssimo, o pior nível desde o início dessa medição, em 2021. Apenas 9% dos consultados têm uma avaliação positiva do Supremo, enquanto 33% consideram a atuação da Corte como regular e 6% não souberam responder.

    Em entrevista à Rádio Eldorado, o advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, ex-secretário da Justiça e da Segurança Pública de São Paulo e ex-presidente da OAB-SP, ressaltou que não se deve atacar o Supremo como instituição, mas que é possível criticar o comportamento de ministros da Corte. Para ele, a raiz da atual crise foi o televisionamento a partir do julgamento do Mensalão. “Os juízes passaram a falar para as câmeras e Justiça não é espetáculo televisionado”, observou.

    Mariz também criticou os eventos de ministros com empresários no exterior para discussões sobre o Brasil. “Junto com os juízes vão empresários que estão com casos pendentes de julgamento nos tribunais superiores. Isso é absolutamente indevido e inconcebível. O juiz não pode se misturar com o jurisdicionado”, enfatizou. Para ele, é preciso haver pressão da sociedade e das instituições para uma mudança de comportamento na Magistratura. “O sistema de Justiça como um todo está ladeira abaixo. Se nós não reagirmos através das instituições, através da sociedade como um todo, nós estaremos beirando o caos social”, afirmou. Mariz ainda defendeu que os indicados para o STF tenham no mínimo 50 anos de idade e mandatos de no máximo 15 anos.

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    18 m
  • Carlos Nobre será conselheiro do papa sobre o clima: “Vou dizer que vivemos uma emergência”
    Apr 10 2026

    O climatologista brasileiro Carlos Afonso Nobre, de 75 anos, foi nomeado pelo papa Leão XIV um de seus 11 conselheiros. De acordo com o Vaticano, ele fará parte do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, um departamento da Cúria responsável por promover a dignidade humana, justiça, paz, direitos humanos e o cuidado com a criação (ecologia) sob a autoridade do papa. Nobre é referência internacional sobre os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia e atua como pesquisador do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU (IPCC) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Em entrevista à Rádio Eldorado durante a coluna Planeta Eldorado, de Márcio Astrini, ele disse que ainda não há uma agenda marcada no Vaticano, mas contou o que pretende dizer ao papa. “O que eu espero poder comunicar nesse comitê é que nós vivemos realmente uma emergência climática, nós precisamos combater tudo o que está acontecendo, temos uma enorme responsabilidade em reduzir o risco, tanto presente, quanto e principalmente futuro. Espero que o papa, logicamente um líder religioso importantíssimo, possa também levar essas questões para o planeta - não vou dizer só para os católicos, mas para a preparação para combater a emergência climática”, afirmou.

    Nobre também apontou as guerras como danosas e geradoras de poluição ao meio ambiente. “Os sistemas militares representam a quarta maior emissão depois da China, da Índia e dos Estados Unidos”, ponderou. Nesse sentido, também criticou as ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de outros políticos contra o clima. “Não devemos votar em políticos negacionistas”, ressaltou.

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    24 m