Pagadores de jantares de primeiro encontro Podcast Por  arte de portada

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Nessa conversa, a gente vai entender um pouco do mito em torno do homem provedor, da esposa troféu, de quem paga a primeira conta e como, na realidade em que as mulheres estão cada vez mais sobrecarregadas, acumulando o triplo trabalho (profissional, doméstico e emocional), discursos como esses se tornam sedutores.

Sedutores porque, em um país em que a mulher já é uma das principais responsáveis financeiras do lar, o mito do “homem provedor” oferece uma promessa simbólica de descanso e status, uma promessa que raramente se sustenta nos dados.


📊 Segundo o IBGE (2024), o rendimento domiciliar per capita no Brasil foi de R$ 2.069, o maior já registrado.

Mas entre os 50% mais pobres, a renda média por pessoa foi de apenas R$ 713.

🔗 agenciadenoticias.ibge.gov.br


💰 Já o rendimento médio total (de todas as fontes) ficou em R$ 3.057 em 2024.

🔗 cnnbrasil.com.br


👩🏽‍🦱 Quando olhamos para quem sustenta os lares, o dado é revelador:

em 2024, as mulheres já chefiavam 51,7 % dos domicílios brasileiros, o equivalente a 41,3 milhões de lares.

🔗 ibre.fgv.br


Esses números mostram que a figura do “provedor” é mais um imaginário social do que uma realidade estatística.

Enquanto o mito segue sendo vendido como um ideal de proteção e sucesso, são as mulheres que, na prática, seguram a economia real das casas brasileiras, mesmo recebendo menos, tendo menos tempo e acumulando mais funções.

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