Feminismo e Relacionamento Tóxico Podcast Por  arte de portada

Feminismo e Relacionamento Tóxico

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Somente se usufrui de alguém convivendo, virtualmente, não há convívio.


Trocas de mensagens trocam apenas informações, como as antigas cartas.


Conviver é presença, contato físico, troca de favores, ocupação um com o outro.


Ainda que em toda essa companhia também persista a solidão interior.


A solidão íntima é sem a companhia de ninguém.


Isso também comprova que há quem mesmo no convívio vive solitariamente apenas consigo mesmo em devaneios em seus pensamentos e a presença de outro até incomoda.


É nesse sentido que surgiu no feminismo recente a expressão “relacionamento tóxico”.


Conviver tira a pessoa de si mesma e essa obrigação causa um sentimento tóxico de aborrecimento.


Prefere-se então viver só, consigo apenas, sem a presença de alguém que tiraria da paranoia interior.


Porque é extremamente necessário que alguém provoque essa saída, e é comum até ouvir “ainda bem que você está por aqui”, para tirá-la, a pessoa, de dentro de si mesma, ainda que a aborreça e seja tóxico tem o benefício de removê-la da paranoia íntima.

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