Episodios

  • Pedro Siza Vieira: “O que preocupa os comentadores não é o que preocupa os portugueses”
    Apr 2 2026

    Com o Partido Socialista à procura de caminho, entre a agressividade de uma ruptura e a doçura do diálogo, falta saber se o PSD vai a jogo partilhando espaço com socialistas e Chega na lista pra o Tribunal Constitucional, ao mesmo tempo que volta a alinhar com Ventura na intenção de retirar a nacionalidade a quem a tenha duplamente e pratique crime grave.

    Naturalmente, bem mais preocupados com a crise energética e o aumento do custo de vida, os portugueses, na celebração dos 50 anos da Constituição, revelam-se defensores de uma revisão da lei fundamental, mas sem exageros.

    No Bloco Central também já temos um espaço reservado para o boletim clínico do planeta e do homem mais poderoso do planeta.

    Este podcast é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.

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    1 h y 6 m
  • Marques Lopes considera que o acordo “foi mau para o PS e para o país”; Siza Vieira diz que “o PS ficar de fora é que seria mau para o país”
    Apr 9 2026

    Há uma paz relativa no Médio Oriente que resulta de um acordo de cessar-fogo no Golfo e de uma ocupação continuada por parte de Israel no Líbano. Na realpolitik, para o resto do mundo, o que importa é que volta a ser possível circular pelo estreito de Ormuz. Trump dirá sempre que venceu, mas toda a gente sabe que as negociações de paz se fazem, a partir desta sexta-feira, com um plano com 10 pontos apresentado pelo Irão.

    No domingo, os húngaros vão às urnas e existe uma possibilidade de Orbán ser derrotado ao fim de 16 anos consecutivos no poder. Estados Unidos, Rússia e China fazem o que podem para evitar a derrota do seu cavalo de Tróia na União Europeia, mais interessada na vitória de um dissidente do Fidesz, Peter Magyar.

    Por cá, a primeira Presidência Aberta de António José Seguro teve de competir em atenção mediática com a geopolítica global, mas também com a geometria parlamentar numa novela de listas de nomes para a eleição dos órgãos externos.

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    1 h y 9 m
  • Pedro Marques Lopes: “A democracia é um regime tão frágil que até defende quem a quer destruir”
    Mar 26 2026

    Com o congresso à porta, José Luis Carneiro foi à Venezuela, onde há uma comunidade portuguesa muito significativa. Em defesa dos luso-venezuelanos, alega o secretário-geral do PS, não faltaram elogios à normalidade que se vive no país. Aproveitou a direita para uma rajada de críticas a quem já estava na crista da onda pela ameaça de romper o diálogo com o governo, se a AD mantiver a intenção de excluir os socialistas da eleição para substituir três juizes do Tribunal Constitucional.

    Tudo isto acontece, enquanto a direita — sem a IL — se junta para reverter legislação sobre a identidade de género. E o governo é avaliado negativamente por 56% dos portugueses, incluindo um em cada cinco que nele votaram. Todas as áreas estão mal avaliadas, mas a habitação e o custo de vida conseguem nota negativa de mais de 90% dos inquiridos.

    Custo de vida que tem tendência para se agravar com uma crise energética que faz subir a inflação, a que se pode vir a juntar uma recessão económica.

    Como vai Trump — e por arrasto o resto do mundo — sair desta guerra é uma pergunta para a qual ninguém tem resposta. Nem o próprio presidente dos Estados Unidos. A única certeza é que vários anúncios de Trump foram antecedidos por ganhos de muitos milhões nas casas de apostas, nas bolsas e nos mercados de futuro na área da energia.

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    1 h y 3 m
  • Pedro Siza Vieira: “Marcelo foi um grande Presidente da República e um excelente representante de Portugal”
    Mar 12 2026

    Empossado Presidente da República, António José Seguro não perdeu tempo a dizer ao que vinha nem em ir para o terreno, apontando o dedo ao governo, pedindo mais acção e menos palavras.

    No discurso da posse, reafirmou a tese de que o chumbo de um orçamento não implica dissolução automática do Parlamento, direcionando a pressão do peso pela responsabilidade de uma crise política das oposições para o governo.

    Reafirmando igualmente a vontade de ser um Presidente cooperante, mas exigente, confirmou que pretende chamar ao Palácio de Belém os partidos e os profissionais da Saúde para que se estabeleça um pacto para o médio prazo no sector.

    Para ele, que tinha avisado na campanha que vetaria a legislação laboral que lhe aparecesse em Belém sem acordo na Concertação Social, o governo reservou o dia da posse para convocar os parceiros sociais e nesse mesmo dia foi anunciado pelas confederações patronais que as negociações tinham chegado ao fim sem acordo. O Presidente não deu parte de fraco e insistiu para que a conversa continue.

    Quando chega um Presidente, há outro que parte e nós por aqui vamos falar igualmente do legado que nos deixa Marcelo Rebelo de Sousa.

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    1 h y 1 m
  • Pedro Siza Vieira: “O Tribunal Constitucional está cada vez mais disfuncional e prisioneiro da academia”
    Mar 20 2026

    Trump age e o resto do mundo reage. Já tudo se disse sobre o homem mais poderoso do planeta e tudo continua a ser possível esperar de alguém que espera apenas que obedeçam à sua vontade. Não queria ninguém a meter-se na guerra que, com Israel a seu lado, ia ganhar facilmente num par de semanas, mas logo ameaçou os seus aliados europeus na NATO, mais o Japão, a Coreia do Sul e — pasme-se — a China, se não enviassem navios para patrulhar a navegação no estreito de Ormuz.

    “Essa não é a nossa guerra”, responderam em uníssono os aliados, a quem nada tinha sido dito quando Trump e Netanyhau decidiram ir para a guerra no Irão.

    A crise energética aí está, a afectar o andamento da economia e a fazer subir os preços não apenas dos combustíveis, mas de muitos outros produtos.

    Por cá, não apenas, o Presidente da República não tem ainda formada a sua Casa Civil, como a Assembleia da República continua a mostrar-se incapaz de eleger os órgãos externos, como o Conselho Económico e Social, a Provedoria de Justiça, os conselhos superiores de Segurança Interna e de Informações, o Conselho de Estado ou o Conselho Geral da RTP.

    Mas é na eleição de três juízes do Tribunal Constitucional que tudo se joga, porque Montenegro e Ventura querem pôr o Chega a indicar o juiz que vai substituir um juiz que tinha sido indicado pelo PS. Os outros dois tinham sido indicados pelo PSD e continuarão a ser indicados pelo PSD.

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    1 h y 3 m
  • Pedro Siza Vieira: “Passos parece querer ser líder da oposição, faz críticas ao Governo e apelos a que a legislatura não chegue ao fim”
    Feb 26 2026

    No final da semana passada, Trump sofreu às mãos do Supremo a mais pesada derrota e acabou a insultar os juízes que votaram pela ilegalidade das tarifas. Na madrugada desta quarta-feira, no mais longo discurso da história do Estado da União, o presidente republicano pintou a América great again: “maior, melhor, mais rica e mais forte do que nunca”, mas gastou 107 minutos a dividi-la pela raça, pelo género, pela ideologia partidária. Ao fim do primeiro ano do segundo mandato, Trump tem o pior índice de aprovação da história da União, para a mesma altura, com 39% positivo e 60% negativo. Sobre Renee Good e Alexi Pretti, mortos pelo ICE, ou sobre as sobreviventes do pesadelo Epstein nem uma palavra. Com mentiras, exageros e palhaçadas não trouxe nenhuma novidade digna de registo e transformou o momento num talk-show.

    Na terça-feira, assinalaram-se os quatro anos da invasão da Ucrânia pelo exército russo, num momento de impasse na frente de guerra e nas negociações de paz.

    Por cá, as atenções dividiram-se entre a escolha do ex-director nacional da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna e mais uma enfática intervenção do ex-líder do PSD, Pedro Passos Coelho, no papel de líder da oposição à escolha de Luís Montenegro para tutelar as polícias e a proteção civil.

    O governo aprovou, na semana passada, as linhas gerais do PTRR e, depois de reunir com o presidente eleito para lhe dar conta do que pretende com este plano, está agora a conversar com os partidos da oposição para recolher propostas.

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    1 h y 5 m
  • Pedro Siza Vieira: “Trump já se esqueceu de que dizia que merecia o Nobel da Paz e tem um fetiche erótico pela guerra”
    Mar 5 2026

    As operações especiais para Trump devem ser sempre ao sábado e, de preferência, enquanto decorrem negociações e com ultimatos em contagem decrescente. Foi assim a 3 de janeiro, na Venezuela, e foi assim a 28 de fevereiro, no Irão. As comparações só acabam por aqui, porque as pessoas do regime iraniano em quem a Casa Branca estava a pensar para assumir o poder, como aconteceu na Venezuela, já não estão lá. Trump foi muito claro, quando lhe perguntaram sobre quem ia liderar o Irão quando a guerra terminasse: “A maioria das pessoas que tínhamos em mente estão mortas”. Para o regime iraniano, sobreviver já é uma grande vitória.

    Quando a guerra vai terminar é coisa que ninguém sabe e a duração do conflito, juntamente com a capacidade do Irão retaliar e alargar a guerra a toda a região do golfo pérsico, serão determinantes para a evolução da economia global, com especial destaque para as economias da Europa e da China, mais dependentes de energia importada. De grosso modo, um quinto do petróleo e do gás natural passa pelo estreito de Ormuz.

    Uma Europa dividida entre os que recusam colaborar com Trump nesta guerra sem mandato internacional, os que ficam a meio da ponte e os que apoiam. Sobram as ameaças do inquilino da Casa Branca a Espanha e sobra também, a despropósito no contexto deste conflito, o anúncio de Emmanuel Macron de que a França admite aumentar o número de ogivas nucleares e estacionar algum desse armamento noutros países da Europa, como factor de dissuasão perante a ameaça russa.

    Está com o Bloco Central, a moderação da conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira é de Paulo Baldaia. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho.

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    59 m
  • Pedro Marques Lopes: “O Governo plantou notícias para descredibilizar Lúcia Amaral e fez dela bode expiatório pelo que correu mal”
    Feb 19 2026

    Trump continua a querer policiar o mundo, não pelas regras do direito internacional mas pelo que lhe dita a sua consciência. A Ucrânia, que podia ter a paz poucos dias depois dele regressar à Casa Branca, continua a ser pressionada por Washington de uma forma que Moscovo nunca foi. E a paz continua a ser uma miragem. Na conferência de Munique, a América, que trocou J.D. Vance por Marco Rubio, baixou o tom mas manteve a crítica a uma Europa em decadência e confirmou que o apoio a uma extrema-direita nacionalista na Europa é a agenda comum que une os interesses de Trump e de Putin.

    Por cá, com um presidente eleito que criticou o ante-projecto “Trabalho XXI”, o governo parece andar à procura de quem lhe passe a certidão de óbito. O empenho é tanto que a ministra do Trabalho decide convocar patrões e UGT para uma reunião e manteve-a mesmo sabendo que, por motivos de agenda, a UGT não estaria presente. Veremos se cumpre a promessa de o levar ao Parlamento, mesmo sem acordo na Concertação Social, e se o Chega de Ventura recua para a posição inicial de apoio a esta revisão do Código Laboral. Se falhar a Concertação e o Parlamento, o mais que o governo consegue é arranjar uma desculpa, sem o ónus de ter de enfrentar o presidente logo no início do seu mandato.

    O Bloco Central é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira com moderação de Paulo Baldaia. A sonoplastia deste episódio é de Gustavo Carvalho.

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    1 h y 8 m